TAG: Descobrindo novos blogs

Não morri, se querem saber.

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Só me falta, as vezes, a coragem de espantar a preguiça! E como estou acumulando TAGs que me foram indicadas, vou começar por elas.

Hoje recebi um convite da Glenda do Meu Nome não é Gabriela para responder a TAG Descobrindo Novos Blogs, então aí vamos nós:

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Regras:

Agradecer a quem te indicou, colocando o nome e o blog da pessoa que te indicou;
Responder as perguntas abaixo;
Indicar até 10 blogueiros para responderem a tag;
Avisá-los do convite;
Formular 10 perguntas para eles responderem.

Perguntas da Glenda:

1. Você tem um livro que mudou a sua vida?

Sim, e foi através dele que conheci uma das mulheres mais incríveis da nossa história: O Segredo de Frida Kahlo, Francisco Haghenbeck. Estou me preparando agora para ler a biografia de Frida.

2. Que música você escuta sem ninguém ver?

Gosto de pensar que estou sendo transgressora escutando Nego do Borel, só que não.

3. Se você pudesse ter a amizade de um personagem (ou pessoa famosa) qual seria e porquê?

Com certeza gostaria de ser amiga de Lena Dunham. Como já mencionei em um texto anterior, ela se permitiu ser totalmente aberta sobre suas experiências e sente orgulho delas. Por isso ela é uma das minhas divas.

4. Qual foi a decisão mais difícil que você já tomou?

Uma mudança de emprego.

5. Qual é o personagem de televisão (ou livro) que você simplesmente adora?

Mônica Geller. Na verdade vejo muito dela em mim rsrs.

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6. Qual foi a melhor viagem que você já fez?

Um cruzeiro até o nordeste com a minha mamis. Incrível! Foi um ótimo tempo que passamos juntas.

7. Qual seu filme preferido?

Uma Canção de Amor para Bobby Long, direção de Shainee Gabel. Trilha sonora maravilhosa, várias citações incríveis e uma história que incomoda e encanta ao mesmo tempo.

8. Qual foi a sua pior matéria na escola?

Física com certeza.

9. O que você faria se alguém lhe dissesse que você nunca vai ser algo na vida?

Me machucaria muito, mas com certeza iria querer provar o contrário.

10. Sua mãe lhe pede para ir à padaria, você dá o troco para ela ou fica para você?

Se eu vou a padaria ou ao supermercado, mesmo que para minha mãe, é por minha conta. Então o troco já é meu rsrs.

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Minhas perguntas:

  1. O que é o paraíso para você?
  2. Quantos livros já leu esse ano? Qual foi o preferido?
  3. De qual filme gostaria de fazer parte do elenco? Sendo qual personagem?
  4. Se pudesse, qual presente gostaria de dar aos leitores do seu blog?
  5. Diga uma música que marcou um momento (bom ou ruim).
  6. Se tivesse um poder sobrenatural, qual seria? Por quê?
  7. Neste momento: comprar uma bicicleta ou um apê?
  8. Qual a frase ou bordão que você mais gosta de citar?
  9. Como imagina o relacionamento ideal?
  10. Você ainda tem fé em nós, humanidade, ou não estamos merecendo?

Blogs que indico:

 

Paz.

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Vamos falar sobre: GIFS LEGAIS ou RuPaul Drag Race

Vocês já viram muitos gifs por aqui. Eu sei.

Acho que eles dão uma alma divertida para os textos, e assim consigo me expressar melhor já que vocês não podem ver meu lindo rostinho enquanto converso com vocês:

Doida

E os que eu mais gosto de usar são da série mais sensacional que assisti esse ano: RuPaul’s Drag Race! Amo demais esse programa e principalmente o apresentador. Essa série que parece mais um reality mostra divas Drag Queens em uma corrida para ganhar a coroa e ser a próxima Drag Queen da América. A série é exibida aqui no Brasil pelo Netflix e nos Estados Unidos pela Logo TV.

Existem vários motivos por eu idolatrar essa série, e o maior deles é que elas são tão confiantes e demonstram um amor próprio gigante! Talvez pelas dificuldades que já enfrentaram na carreira e na vida pessoal, ou até mesmo pelo apoio da família que tiveram (que é muito importante). Só sei que aprendi muito com essas divas, tanto que o lema maior do programa é:

If you can’t love yourself, how in the hell you gonna love somebody else?

*Se você não consegue se amar, como poderá amar outra pessoa?

Os principais ensinamentos que tirei das 6 temporadas que assisti foram:

  • Não desista, a vida pode ser dura mas você é mais.
  • Acredite no seu potencial.
  • Não deixe os outros dizerem que você não pode, se eles não pagam sua conta é melhor nem dar ouvidos.
  • Dê o seu melhor sempre, se você voar ou cair pelo menos você sabe que fez o melhor,
  • Saiba lidar com o sucesso, não tenha medo dele.
  • Não ofusque ninguém, mas sempre brilhe mais.
  • Supere suas dificuldades, e reinvente-se. Principalmente no show business.
  • E claro: You better work!

O programa funciona da seguinte forma. Em cada episódio existe o mini desafio, que dá direito a vencedora uma vantagem no desafio real. O mini desafio vai desde a fazer chapéus excêntricos e criativos, até ler as suas rivais. Mas como assim ler?? Isso mesmo, quando Mama Ru diz: “The library is open”, quer dizer que agora você pode fazer um bulling com as outras divas. Se  você consegue ser criativa e engraçada leva a vantagem.

Os desafios que mais gosto são o Snapchat e aquele em que elas tem que transformar um homem, geralmente heterossexual e que nunca teve experiências como drag, na própria diva. O Snapchat é estilo programa de auditório onde as drag tem que personificar algum artista e  deixá-lo engraçado. A velha e boa imitação.

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Os jurados também fazem parte do show e podem deixar tudo tenso ou engraçado, meus preferidos são Michele Visage e Santino Rice. Mas vários artistas já participaram como Elvira a Rainha das Trevas, Wanessa Williams, Latoya Jackson, Fantasia e Jennifer Love Hewitt.

Michele e Santino

Em cada prova uma diva é eliminada (algumas vezes aconteceu da Mama Ru não eliminar ninguém e em outras eliminou duas de uma vez só!) mas antes disso as duas piores da prova tem que batalhar pela sua vida no famoso Lip Sync (dublagem)

E depois quem perde leva uma frase de inspiração da diva mor e sai com um bonito Sashay Away, que pode ser traduzido como uma saída em um passo de balé (veja aqui)

E é interessante também saber que tudo isso ajuda e afeta muitas pessoas, que se espelham nelas e conseguem lidar com toda o julgamento que sofrem por quererem seguir essa via artística. Realmente não é fácil. A  Drags recebem muitas cartas e depoimentos de pessoas que querem seguir o mesmo caminho mas não sabem como, seja por rejeição da família e dos amigos ou por medo da sociedade em geral.

Não posso deixar de falar um pouco sobre o apresentador: RuPaul Andre Charles. Ele utiliza o mesmo nome para sua persona, e já fez muitos trabalhos anteriores a esse. Ficou famoso em 1990, e participou de vários filmes e musicais. Segue abaixo uma matéria feita para a Revista Rolling Stones:

É meio chocante no começo. Não que o rosto sem maquiagem de RuPaul não seja bonito: a pele é impecável e levemente marcada por sardas. De certo modo, é até melhor – mais convidativo, com uma sinceridade mais aberta do que a persona de diva que o tornou a drag queen mais famosa do mundo há duas décadas. “Se eu nunca mais voltar a me montar”, afirma ele, “não vou nem ligar. Não tem essa importância toda para mim. Nunca teve.” Hoje, ele está vestido com um terno listrado, com três botões abertos, deixando à mostra o peito liso. É assim que ele se veste quase sempre. E esta não é nem a maior mudança em RuPaul no momento. Se estivéssemos com ele quando se tornou uma grande estrela, em 1993, estaria bebendo. E fumando. Haveria uma chance de que tivesse tomado ácido no dia, e certamente estaria envolvido com maconha, uma vez que foi um fumante dos 10 aos 39 anos. E, claro, haveria o fato de este homem negro de quase 2 metros de altura estar trajando vestido e peruca. Aquele antigo RuPaul é irreconhecível se comparado ao que me encontrou em um café em West Hollywood às 7h da manhã de uma sexta-feira recente. Muitas vezes ele tem de esperar a academia abrir, às 5h. A sessão de meditação ou caminhada começa às 6h30. O RuPaul a que você assistia fazendo dueto com Elton John nos anos 90 jamais aparecia na TV vestido como homem, mas o Ru – como ele se apresenta, e como é chamado por fãs e amigos – se mostra desarmado, sem trajes e enfeites. O ofício de drag agora é papel dos concorrentes do bem-sucedido reality show RuPaul’s Drag Race (exibido nos Estados Unidos no canal Logo). “No momento, faço mais sucesso do que quando surgi”, conta Ru. Aos 52, ele está plenamente realizado e afirma não beber desde 1999. “Já passei muito da minha cota”, diz.

por Mac McClelland | Tradução: J.M. Trevisan

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As participantes também dão o que falar, cada uma na sua personalidade mais louca e corajosa.

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Não tem como não se apaixonar por todas essas histórias de vida, superação e claro: muita intriga e baixaria fofoca. Segurem as perucas! Não vejo a hora do Netflix liberar a 7º temporada.

Paz.

Impressões de Leitura: NÃO SOU UMA DESSAS

Lena Dunham, você entrou para minha lista de divas.

Lena Dunham

Comentei que ia escrever sobre os livros que estou consumindo e o último que acabei de ler foi o Não Sou Uma Dessas da editora Intrínseca. Já aviso de antemão que desde o ensino médio nunca mais fiz resenhas na minha vida  (e isso já faz um bocado de tempo). Então não me julguem!

Agora que minha biblioteca está oficialmente aberta vamos as minhas impressões do livro: AMEI!! Na escala Ritcher esse livro levou um 7 (para você não ter que jogar no Google como eu fiz – nesse nível o terremoto é de grande proporção que causa danos graves). No começo confesso que julguei ela como uma louca dos relacionamentos, mas conforme eu ia evoluindo na leitura percebi que o objetivo dela sempre foi apenas mostrar o quão normal é ser você mesmo.

Eu tive uma grande dificuldade de explicar esse livro quando eu indicava a leitura dele para outras pessoas. Era tipo: “Oi amiguinho, você tem que ler Não Sou Uma Dessas, é incrivel!” e a pessoa dizia: “Ah sério, colega. Mas fala sobre o quê?”. E eu ficava tipo:

Não é muito fácil definir o que o livro te passa em algumas palavras, mas eu tentei. Primeiro, segue a Sinopse para me ajudar:

Lena Dunham , a premiada criadora, produtora e estrela da série Girls, da HBO, apresenta uma coleção de relatos pessoais hilários, sábios e dolorosamente sinceros que a revelam como um dos jovens talentos mais originais da atualidade. Em Não Sou Uma Dessas, Lena conta a história de sua vida e faz um balanço das escolhas e experiências que a conduziram à vida adulta. Comparada a Salinger e a Woody Allen pelo New York Times como a voz de sua geração, Lena é conhecida pela polêmica que desperta e por sua forma única e excêntrica de se expressar e encarar a vida. Engajada, a autora revela suas opiniões sobre sexo, amor, solidão, carreira, dietas malucas e a luta para se impor num ambiente dominado por homens com o dobro da sua idade.

Até ai, tudo bem. Fácil. Mamão com açúcar. Só que não. Porque é muito mais do que isso, é um relato de uma mulher sobre o seu crescimento e amadurecimento da forma mais sincera e crua, tanto na questão pessoal como profissional. Sabe como é difícil fazer isso em uma sociedade ainda comandada em sua maioria por homens, e que em qualquer deslize ou escorregão você pode ser ridicularizada e diminuída apenas pelo fato de ser mulher? E não só por isso, nossa sociedade em sua maioria também é preconceituosa e moralista, o que faz os julgamentos muitas vezes serem ácidos demais. Eu mesma me peguei julgando ela em coisas tão banais, que só não consegui aceitar de primeira porque são exatamente coisas que até queria ter vivenciado mas nunca tive coragem #ficadica. Aplaudo muito a coragem dela em transmitir suas experiências mais intimas e nos ensinar, como ela mesmo diz, que toda história vale a pena ser contada.

Então, acho que qualquer um que disponibilizar um pouco do seu tempo para ler esse livro não vai se arrepender. Vai se identificar com ela em algumas partes, vai sentir vergonha alheia em outras e em muitas partes vai se sentir assim:

E, como eu acho que tem tudo a ver, deixo pra vocês a música que esta no repeat da minha playlist: Cool Kids do grupo Echosmith. Eu já tinha escutado essa música outras vezes, mas nunca parei para prestar atenção de verdade no que ela transmitia. A verdade é que temos que parar de querer parecer com os outros, e começar a querer sermos nós mesmos. Só assim conseguimos crescer, melhorar no que precisamos e mostrar o que temos de melhor. Não tenha medo do seu brilho, não tenha medo de ser diferente!

E eu só ouvi e senti de verdade essa música quando vi essa versão do Nossa Toca em parceria com o Projeto Karrossel (beijos para o Jhonatan Marques ;), fofo demais!):

Paz