Uma Inspiração em Nova Iguaçu

Douglas Zílio Coutinho. Nova Iguaçu, Rio de Janeiro

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Conheci esse escritor e poeta há alguns meses e sua liberdade com as palavras me incomodou. Me fez pensar se eu estou escrevendo o que eu quero mesmo, se estou sendo justa com as palavras.

Sentado na beirada da cama, acendi um cigarro paraguaio, e acompanhei seu corpo apetitoso se afastar. – O Beijo Grego

Claro que ele pode ser só mais um personagem, sendo o oposto de livre para poder vender seus textos. Mas pare e leia… Me incomodou também que não passasse a imagem de algo criado. Parece ser real, parece ser autêntico. Admirador de Bukowski e da realidade nua e crua, ele deve ser leal aos próprios sentimentos.

A maior revolução que um escritor pode causar é revelar, ao mundo, um canto – antes inóspito – do universo que é o homem. – Douglas Zílio Coutinho

Acredito que através de seus textos ele tenha me revelado mais do que a necessidade de ser fiel ao sentimento, me revelou muitas outras coisas. Ele fala sobre o amor, sobre confiança, sexo e relacionamento, mas fala principalmente sobre se conhecer.

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Você precisa se conhecer para amar, para odiar, para se abrir no sexo, para confiar, para ser fiel. Para escrever. Precisa se conhecer e se aceitar. Aceitar suas características, boas ou ruins.

Não preciso que você me ensine quais são as dores da escrita. Posso citar cada uma delas por nome e endereço, meu chapa. Assim como não preciso seguir o fluxo, colocar para fora aquilo que os seus olhos estão ansiosos por ler, seus ouvidos carentes e loucos para ouvir.  – Don’t try

Esses dias, conversando com uma amiga, seguiu-se o seguinte dialogo:

Eu: As vezes sinto que não me encaixo.

Sarah: Não acho que você não se encaixe, acho que você não se aceita da forma que é.

Essa frase da Sarah foi importante pra mim. Como também foi importante me sentir incomodada com as palavras do Douglas. Estou nessa busca louca de me encaixar em algum lugar. Esses dois acham que eu não preciso, que eu só preciso estar comigo.

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Acho que tenho sido sim sincera com minhas palavras e meus textos, mas estou certa de que esta na hora de trazer mais dessa fidelidade a mim para a vida real.

[…] se todos os poetas estiverem certos, todo o esforço é pouco para conquistar a candura inflamada que é amar.  – Douglas Zílio Coutinho

*Edição – hoje o autor mantém somente uma página no Facebook, e seu blog foi cancelado. Você também pode adquirir o novo livro dele aqui.

Paz.

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Questões vitais… ou não.

Tenho passado por um período de questionamentos.

Não tem sido fácil, mas ninguém disse que se conhecer e se reconhecer era fácil. Algumas lágrimas são necessárias, apertos no coração são inevitáveis. Mas a recompensa é muito amor, muito sorriso no rosto e orgulho gigante dessa pessoa que está renascendo.

Mas se eu pudesse me dar algumas dicas a 10 anos antes, com certeza eu diria: Carol, você é especial e sempre será. Não deixe que te façam acreditar o contrário. Também não se esforce tanto para se encaixar, não esconda sentimentos que são importantes para você. Se expressar não te faz parecer idiota, mas apenas humana.

Ah, e claro, padrões existem para aqueles que precisam de cartilha para viver. Você não precisa, só precisa acreditar em si mesma, ouvir mais seu corpo.

Leia, leia muito. Aprenda a ser crítica do que lê, em um futuro bem próximo os meios jornalísticos não serão muito confiáveis.

E falando em questões e muito drama, quero muito que vocês tenham contato com essa poesia cantada pelo 5 a Seco com Lenine. Amo demais esse caras. Prestem atenção na letra, como ela diz mais do que as palavras em si, como ela representa o caos da nossa atualidade e a pouca importância que estamos dando a tudo isso. É uma questão (olha a danadinha da questão ai de novo rsrs) de rever prioridades:

Olhe bem
Veja o degelo das calotas do desdém
Que abriu pandora e agora
Pode ser por mal ou ser por bem
Planos pra depois do vendaval

Yes we can
Suave na nave sem vacilo e sem vintém
E não tem trave embora
Agora o trem da história já partiu
Ache a sua própria condução

Pois agulha nunca vai faltar
Para injetar mais caos no caos
Ou não

Olhe só
O nano desespero de voltar ao pó
E a macroeconomia cheia de indecências cambiais
Para engrandecer os campeões

Onde estou
Arroba deus que me dê forças ponto com
E até os fodidos da cabeça sabem recitar de cor
Que de muito antes vem o nó

Mas enquanto o ocidente cai
Ficam para nós questões vitais tais

Será que vai chover agora?
Deitar ou dar um rolê lá fora?
Trepar ou ver TV de peignoir?

Pra já ou no cartão sem juros?
Com mel, gelo e limão ou puro?
Comprar um novo apê ou um all star?

Paz.