Eu quero e ponto!

Como é viciante escrever.

Pensei em definir uma frequência para postar novos textos por aqui mas não foi tão fácil como pensei. A sensação de se começar um projeto novo é tão boa que a gente quer dedicar o máximo de tempo que puder a ele, e todos os pensamentos e conversas me levam a pensar no que posso escrever e compartilhar.

E por enquanto o que mais penso em compartilhar é: hoje me decepcionei.  “Ora Carola, você não quer que eu pare o que estou fazendo para ver você abrir sua janela Perdigão ler sobre suas expectativas frustradas, quer?” Não sejam insensíveis e me deixem começar a terapia diária.

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Dia chuvoso, carro quebrou logo de manhã (mas papai mecânico já concertou), chego atrasada no trabalho, mas ainda feliz da vida. E podem me perguntar: “O que te fez tão feliz? Logo você tão ranzinza, com espírito de velha e reclamona?” O amor claro! Esse inferninho de amor que me faz ficar enlouquecidamente embasbacada seja por uma pessoa, um livro, uma árvore, pelo olhar conquistador do meu cachorro ou até mesmo pela tapioca que eu aprendi a fazer semana passada (se quiser a receita me liga, darling).

Só que o problema de ficar enlouquecidamente embasbacada por alguém ou algo é que não temos controle sobre nada disso e, sejamos sinceros, as vezes não temos controle sobre nós mesmos. O livro pode ter um final péssimo, a árvore pode cair, meu cachorro não vai me responder quando eu conversar com ele..

Mas a maior capacidade de decepcionar vem do ser humano. Esse serzinho maléfico abençoado que tem uma capacidade imensa de ser imprevisível. Eu, você, eles e aqueles ali na esquina. Todos somos imprevisíveis, e isso é mágico e trágico ao mesmo tempo. Nos relacionamos e esperamos muito de cada um, mas na verdade não podemos garantir que a ação do outro seja a que desejamos. E é nessa parte que minha felicidade acaba, e acabou hoje também após eu esperar muito de uma pessoa em particular e receber nada.

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“Poxa Carola, libera ai quem é o dito cujo, poe na roda, não vai fazer suspense agora né?” Não nomearei os bois, pelo simples fato de que a pessoa não tem culpa. Nossa como dói escrever isso, queria que ele tivesse muita culpa, que eu pudesse gritar e dizer que ele é o culpado por toda a infelicidade na minha vida. “Ligou o modo drama Carola, a gente só queria o nome do individuo.” Desculpa. Mas a verdade é sem sal mesmo, na maioria das vezes. A real é que ou eu administro melhor o que eu espero das coisas e pessoas, ou a minha criança interior vai fazer um estrago com sua atitude mimada dizendo “Eu quero agora e ponto, do meu jeito e no meu tempo!”. Nada legal, não é?

Desabafo feito, podem deixar de se perguntar quando eu vou parar de mimimi. Para compensar, vai ai uma dica para embalar o dia, meu poeta preferido:

Paz.

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